Ou você é amigo, ou não é
Escrito por Regine Wilstom

Sabe aquele papo de primeiro amor? Então, trazendo isso para amizade eu a tenho como uma "primeira melhor amiga" pois foi com ela que eu aprendi, senti e vivenciei pela primeira vez o que significavam essas palavras.

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Não é obrigação estar feliz
Escrito por Regine Wilstom

A felicidade não deve ser uma lei que devemos cumprir e sim uma sensação, um estado de paz que devemos nos permitir.

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Um sonho vivido e outro lembrado Imprimir E-mail
Dom, 30 de Setembro de 2012 00:00

Se não for para viver esse sonho comigo, não me acorde

Nota da Autora: Perdoem a demora de voltar, é tomada pelas emoções que estou aqui.

Alguém aí? Alguém que possa me ouvir, ou me ler? Se você puder parar um pouco para me sentir, peço para que pare o relógio. Atrase algumas horas. Como diz a poeta Flora Figueiredo: "Palavra mal guardada, vira borboleta". Permitam que esses versos em palavras falem por mim.

Quem foi que disse que saudade não é uma coisa boa? Eu digo que sim. Ás vezes a saudade é a única confirmação que pessoas e situações realmente existiram. Não se trata de viver presa no passado, mas como deixar de relembrar e sentir saudade daquilo que nos faz falta? Nostalgia é a palavra, por assim dizer. Minha mãe tem uma teoria muito simples para isso: "Você se doa demais, para quem te merece de menos". Até agora ela tem usado essa expressão somente com relação a amizades. Queira Deus que ela não precise repetir isso quando eu estiver namorando.

Mexa no ponteiro. Volte as horas desse relógio.

Tem alguma coisa errada acontecendo nesse mundo. A desigualdade tomou uma proporção que vai muito além do social. É racional é sentimental também. Uns amam pouco, outros nada. Outros duvidam do amor. Sem contar aqueles que nem sabem que o amor existe. As pessoas trocam seus pares, como se trocassem peças íntimas. As amizades são fúteis e interesseiras. Onde é que fica mesmo aquela frase: "Quem tem um bom amigo, tem tudo?". Troca-se um favor, por dinheiro. Um "bom dia", "como vai", por um xingamento. Um "com licença", por sai da minha frente. Um "obrigada", por "coloca na conta". Será que ninguém faz mais nada de graça? Tenho medo de pensar que não só os valores, como a moral e principalmente os sentimentos estejam corrompidos. Se nem as nossas ideias, nós defendemos. Quem dirá nosso corpo? Em pouco tempo estará vendido. As pessoas se perdem com atitudes duvidosas, e vendem sua alma para o diabo, pensando que estão fazendo um bom negócio.

É como diz a música do grupo Revelação:

"Tá tudo liberado, é só pirataria

Tô sendo assaltado, a letra e melodia

E todo mundo quer é só levar vantagem

Pra meter o pé, ficar de sacanagem..."

Realmente está tudo virado de pernas para o ar. Essa sociedade difusa, até procura uma fé substituta.  Tem bandido disfarço de polícia. Tem coroinha sendo atacado dentro da igreja. Tem rico achando que pobre não é ser humano. Tem ser humano abusando até de animal. Em que momentos as pessoas se perderam? Em qual momento essa sociedade deixou de ser somente uma cidade de pedra, para ser também o habitat de corações em pedregulhos?

Pode disparar o seu relógio agora, deixe que os minutos passem. Permita que os segundos voem.

É por isso que prefiro o meu próprio universo paralelo. Lá até existe a maldade. Mas só nos olhos de quem vê, na memória de quem lembra. Se eu não lembro nem o que eu comi ontem, você acha que vou guardar algum rancor? Antes a saudade e o amor. Temos duas vidas: "uma que é vivida e a outra que é lembrada", acho que deve mesmo ser assim. Uma vida é essa, com todas as proezas e problemas. Com todos os amigos e inimigos. Com tudo que pensamos e agimos. A vida lembrada é aquela já vivida, ou talvez uma vida esperada. Onde tudo será diferente. Outros ventos soprarão, outro céu que vai se abrir, um novo sol que vai sorrir. Um lugar onde novos sonhos eu terei e com a minha família e os bons amigos conviverei.

Um devaneio, um sonho? Talvez sim.

Mas eu prefiro me vestir de sentimentalismo. Vou preferir sempre me cobrir de sonhos a aceitar essa realidade fria e cinzenta que no mínimo eu não faço parte. No meu mundo as pessoas fazem coisas, umas pelas outras, só pelo prazer de ver a outra feliz. Sem pedir nada em troca. Aqui só se cobra carinho e atenção. No meu mundo, não tem o príncipe encantando no cavalo branco, mas existe a tal alma gêmea. Que será bonito aos meus olhos e vai me completar justamento com aquilo que eu não tenho. Do lado de cá, os idosos tem cabelinhos tão brancos como nuvens de algodão no céu. Eles passeiam pelas ruas e o cidadãos simplesmente param para que eles passem. As crianças correm pela ruas, comem doces. As mães sentadas em bancos, comentam o que farão para o jantar e sorriem acanhadas quando trocam confidências de suas últimas noites de amor com seus respectivos maridos. Aqui os poetas recitam poesias ao ar, ao vento. O gato mia, o cão late e ninguém se incomoda com isso. Tudo é música para o ouvido, tudo é motivo para sorrir e continuar a sonhar. Nenhuma amizade se perde por besteira. No meu mundo as pessoas estão acostumadas em demonstrar afeto. Dizer "eu te amo" para o melhor amigo, é a coisa mais normal do mundo. Desde que seja verdadeiro. E aqui realmente é.

Um devaneio, um sonho? Talvez sim. Mas não me acorde, se não for para viver esse sonho comigo.

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Regine Wilstom

regine_wilstom@hotma il.com

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