Desânimo

Escrito por Bárbara Carajeliascow

Muitas vezes achamos que escravidão é somente quando alguém nos aprisiona e somos a obrigados a cumprir ordens desse outro alguém.

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TEMPO PARA DEUS

Escrito por Michele Evangelista

Nesses últimos dias algumas pessoas têm me perguntado quanto tempo quero dedicar a Deus. Para mim essa pergunta é no mínimo engraçada. Já que, partindo desse pressuposto em separar um tanto de horas para Deus

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O sétimo sinal Imprimir E-mail
Escrito por Michele Evangelista   
Qui, 21 de Junho de 2012 00:00

Tudo é escuridão. Aos poucos voltam meus sentidos. Tudo é muito confuso. Sinto um cheiro forte. Com o ar estagnado é difícil respirar. Meu corpo está em volto em faixas, onde estão minhas roupas? A escuridão me impede de ver. Escuto vozes ao longe incompreensíveis. Na minha boca um gosto amargo como fel. Sinto frio. Tento me lembrar de como cheguei até aqui. Não consigo. Lembro-me da tristeza. Lembro-me da dor. Aos poucos, imagens povoam minha mente. Minhas irmãs onde estão? Por que choravam? Agora me lembro. Lembro-me da febre. Lembro-me da doença... Agora sei... estou morto.

Engraçado. Nada temo. A morte me libertou do temor da vida. Só agora sei o quanto perdi da vida por medo da morte. O medo que me impediu de partilhar minha vida e meus bens. Tornou-me egoísta, mesquinho. Agora a vida não existe mais em mim. Vida aquela que eu tanto prezava. Status, fazer parte de grupos seletos. Bobagem. Agora faço parte do destino universal. A morte chega para todos. Nela não há prestígio nem privilégio. Aqui somos todos iguais, meus preciosos bens aqui não servem para nada.

O que busquei na vida hoje tenho na morte, só que aqui não há máscaras, nem enfeites, nem disfarces. Aqui sou o que sempre fui. Só que da morte não posso me esconder. Acabou a mentira. Se pudesse ao menos voltar a trás para dizer aos meus queridos o quanto amei e ainda os amo. O amor que sinto por eles foi a única coisa que sobrou nessa escuridão.

Um barulho ensurdecedor. Um clarão invade o lugar e me cega. Não consigo abrir os olhos. Meu coração dispara. Uma voz familiar me ordena: Lázaro, saia para fora!

Conheço aquela voz. A voz da amizade. A voz que não desistiu de mim apesar de tudo. Apesar da morte. Chama-me pelo nome. Sabe quem eu sou e me faz recordar do sonho de quem sempre quis ser, mas o medo nunca deixou. Me dá uma nova chance de amar, só que agora o medo já não existe.

Fora daquele sepulcro é difícil caminhar. Um véu cobre meu rosto dificultando minha visão. Mas, atendendo aquela voz, outros se aproximam e retiram as faixas que me impedem de andar e o véu que me impede de ver. Foi então, que pude contemplar o rosto e o sorriso daquele amigo que com lágrimas nos olhos me abraçou e marcou o inicio de um novo começo.

Michele Evangelista

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