O meu recado pra você
Escrito por Regine Wilstom

Eu comecei o feriado de um jeito e terminei de outro.

Na verdade eu entrei na balada de uma forma,

e sai de outra totalmente diferente.

Mas não digo isso pelo estilo de música que tocou.

Clique AQUI para ler o texto na íntegra

 

 

O meu recado pra você
Escrito por Regine Wilstom

Eu comecei o feriado de um jeito e terminei de outro.

Na verdade eu entrei na balada de uma forma,

e sai de outra totalmente diferente.

Mas não digo isso pelo estilo de música que tocou.

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Encontro com Deus Imprimir E-mail
Escrito por Michele Evangelista   
Qua, 13 de Junho de 2012 00:00

 

Outro dia peguei o troleibus com Deus.

Sim, era ele sim, tenho certeza!

Os mesmos cabelos brancos  longos até a altura dos ombros, a barba que descia até o peito e o mesmo olhar sereno, olhando distante como se contemplando sua criação.

Só a roupa não era a mesma. No lugar daquela velha túnica alva, ele vestia uma calça com corte social de lã cinza e extravagante camisa de manga curta toda florida em azul e a amarelo.

Na cabeça usava uma boina azul marinho com pequenas listras verdes e calçava um sapato social bem simples como daqueles que meu pai usava. Não muito bonitos, mas bastante confortáveis.

Quando o vi, fiquei admirada. O que Deus fazia ali? Acho que estava de férias, porque carregava um bolsa da CVC.

Mas, passar férias andando de troleibus no Grande ABC? Não me pareceu muito divertido, muito menos relaxante. Eram 18h. Ônibus lotado. Confundem-se as pessoas que correm para chegar em casa do trabalho e outras que correm para chegar a faculdade depois de sair do serviço.

Quando tiramos férias buscamos o paraíso, e um troleibus lotado, no  horário de pico, não me parece nada com o paraíso. Se parece mais  com seu irmão gêmeo, o inferno.

Bom, mas se Deus mora no paraíso.... Deve ter se cansado de lá, e talvez, quisesse fazer umas experiências mais emocionantes. Pois, quem tem essa rotina sabe, depender do transporte público no Brasil é sempre uma aventura, nunca se sabe o que vai acontecer.

Se o ônibus vai quebrar, se o trânsito vai estar ruim, ou ao menos, se o ônibus vai passar!

Se algum passageiro  vai arrumar confusão com o motorista que não atendeu o sinal de parada, ou se alguma velhinha vai dar piti, porque o rapaz mais jovem com fones no ouvido finge dormir, para não lhe dar o lugar preferencial.

Bem, isso na visão dela. Pois, ele pode estar dormindo mesmo, de cansado.

Por ter acordado as 4 da manhã para trabalhar e ainda ter que aguentar mais 4 horas de aula no curso técnico.

E aí me pergunto: O que que uma velhinha, está fazendo no horário de pico, fora de casa, pegando ônibus lotado? Enfim, cada um sabe onde lhe aperta o calo.

Nesse dia, quando vi Deus, eu mesmo estava de pé parada na porta do meio de descida dos passageiros com minha mochila, carregando meu caderno e bíblia, pois iria dar aula de teologia em São Bernardo do Campo.

Pensei: Que oportunidade mais maravilhosa! Sou professa de bíblia, e tenho o cara aqui a alguns metros de mim, e pensei: quanto teria para falar com ele?

Poderia tirar dúvidas sobre algumas passagens mais obscuras , que minha limitação humana não permitia  interpretar!

Poderia simplesmente, pedir um autógrafo! Ou falar de coisas mais profundas como perguntar: qual é o sentido da vida?

Por que existe a morte?

E porque  existe tanto sofrimento no mundo?

Olhava para ele e só queria uma pequena oportunidade de me aproximar.

Até que veio a luz. O lugar ao seu lado foi desocupado.

Olhei para os lados e ninguém se entusiasmou.

Respirei fundo e caminhei desviando das pessoas que estavam paradas no corredor e me sentei ao lado dele.

Essa era a minha oportunidade, mas me deu branco. Tinha tantas coisas para falar e de repente não conseguia pensar em nada que realmente valesse a pena dizer.

Então, fiquei lá sentada ao seu lado em silêncio.  Contemplando o caminho e as pessoas que iam e vinham.

Percebi que apesar do enorme relógio dourado que ele usava no pulso, em nenhum momento olhou para ver as horas. Não estava preocupado com o tempo.

Até que ele se voltou para mim e disse: Com licença? Eu rápido me levantei e deixei que ele passasse.

Ele desceu no terminal de São Bernardo e eu me sentei no lugar onde ele estava. Da perspectiva de Deus eu continuei olhando o caminho e as pessoas.

Me pareceu que tudo tomou cores novas. As pessoas  se ofereciam para carregar a bolsa ou o material escolar de outras que estavam de pé.

Outras davam o sinal de parada para aqueles que não alcançavam o botão. E por incrível que pareça, o motorista de um carro parou na faixa de segurança, parou o trânsito, para que alguns pedestres atravessassem.

Subitamente percebi, que talvez o inferno que descrevi também poderia ter algo de paraíso.

Tudo dependia da nossa maneira de olhar.

E se tivéssemos a perspectiva de Deus das coisas e das pessoas, talvez julgaríamos menos e amaríamos mais. Neste instante descobri que não podia ter tido melhor conversa com Ele.

Michele Evangelista

 

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